A esperança
Queria aprender violoncelo.
Tinha cinqüenta e cinco anos e achava que ainda dava tempo.
Sempre que passava numa determinada rua do centro, parava em frente à vitrine da loja de instrumentos e olhava o violoncelo.
Nos fins de semana ouvia Pablo Casals interpretando as suítes de Bach.
Trabalhava com contabilidade.
Raramente saia.
Tinha cinqüenta e cinco anos.
Ainda dava tempo.